Entrevista com Ana Custódio – Especial Dia da Mãe Entrevista / Especiais / Ser Mãe

(Imagem de capa de Gonçalo Rosa da Silva)


O que é que uma mulher que já pariu cinco filhos não consegue? Nada!! Absolutamente! Foi com esta frase que a Ana da Família Custódio nos explicou que tinha conseguido instalar o skype para falarmos. E, com efeito, haverá algo impossível a esta Mãe? Não! É o que vamos descobrir nesta entrevista…

Sempre ouvimos dizer “se queres uma tarefa feita, dá-a a alguém ocupado”. A Ana é o exemplo perfeito! 6 filhos absorvem-lhe o dia mas ela ainda arranja tempo para a Costura, ser CAM, Doula e também vai às escolas, a convite, conversar sobre como nascem os bebés. É de Lisboa mas foi para o Algarve, para casa dos Avós, quando sentiu que a cidade não a completava. Tinha 24 anos. Já nem se lembra do curso que frequentava… algo relacionado com sistemas digitais. Riu-se imenso com este “acto falhado”… com esta memória tão longínqua. Foi uma decisão de impulso da qual não se arrepende. Como poderia? Conheceu o marido e tem agora esta família próspera que vamos ter oportunidade de conhecer. A Família Custódio.

Marina – Olá Ana!! Como é que é ser Mãe de seis? (com um ainda a caminho…)

Ana – Tem dias. É um misto de loucura e organização. Sou a mesma mãe para todos e ao mesmo tempo tenho que ser diferente para cada um, porque eles são também diferentes. Tento acima de tudo manter a sanidade mental e aproveitar o tempo. Para isso o que fica para trás são as tarefas da casa… sou muito despreocupada nesse aspecto (às vezes até demais), mas vejo isso como positivo e não negativo.

M – Contextualiza-nos um pouco, por favor? Os nomes deles, as idades…

A – Tiago, o mais velho, de 2004; a Teresa de 2009… perdão de 2007. (risos) O João de 2009; a Julieta de 2010 e o Zé de 2014.

M – O Zé é pequenino… já anda?

A – Já, já! Já corre!!

M – E a sementinha que está na barriga?

A – É para Julho!

M – E já sabes se é menino ou menina?


A – É surpresa, não queremos saber.

M – Ah, que giro! Foi sempre assim?

A – Não. Do Zé foi surpresa, porque já tínhamos dois meninos e duas meninas. E desta vez

também achei que preferia assim.

M – Muito diferente… Sendo assim, como é que foi dada a notícia e por quem?

A – No caso do Zé, foi o Pai. Disse-me sempre era um Zé, mas para mim não foi surpresa nenhuma.

M – Porquê?

A – Não sei mas… achei que já sabia.

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(Imagem de João Pico)


M – Os partos, sempre em contexto hospitalar?

A – Foram todos. Foi antes de ser doula e de encontrar este caminho… e de ter ficado de boca aberta com muitas coisas. Uma pessoa pensa que já sabe… já tinha tido quatro… mas de repente descobre um mundo novo. O Zé era para ser parto em casa, começámos, mas depois houve transferência para o hospital. Tenho o relato do parto dele (e dos outros)…

M – A nossa editora Joana Fartaria agradece… pois temos uma rubrica que é dedicada aos relatos de parto que nos chegam.

“Na esplanada onde o Paulo já tinha partido dois pratos a servir, de tanto nervoso miudinho, eu sentei-me e bebi uma água. Esperei que ele passasse o serviço, tirei fotos, conversei, confirmei a quem me perguntava, que sim, estava na hora. As 23h saímos para o hospital, com palmas dos clientes, com votos de boa sorte, com palavras de força, todos quiseram participar no momento.”

(Tiago, 2004)

“- Como é que se vai chamar a menina? – perguntou uma enfermeira que queria ir já escrevendo o nome na pulseirinha. – Não sabemos ainda! – foi a nossa resposta pronta, e não sabíamos mesmo.”

(Teresa, 2007)

” Todos queriam ver o bebé grande a nascer!! Não acenderam as luzes do tecto (fizeram o parto à media luz) e ninguém me incomodou.”

(João, 2009)

A – O Zé foi parto na água mas apenas o trabalho de parto, sem expulsão, porque já foi no hospital.

M – E qual foi então a razão de irem para o hospital?

A – A dilatação estava completa mas ele não estava bem encaixado. E eu precisava de mudar de cenário…

M – Como assim? Sentiste isso?

A – O meu pensamento foi… “isto por aqui já não vai, tem de ser de outra maneira!” e então abalámos para o hospital.

M – Tu e mais quem? Estavas só com parteira ou com doula?

A – A minha doula (Maria Galé) e duas parteiras. E o Pai.

M – A tal mudança de cenário… explica-nos melhor.

A – Já há muito que estava com 10 cm. Entrei na piscina, saí da piscina. Fui para a banheira, fui para a cama… só não fiz o pino! Acho eu, se calhar fiz e não me lembro… (risos). Elas fizeram tudo e mais alguma coisa, veste aqui, rebola ali… e nada! Ele estava ligeiramente mal encaixado… e mesmo lá, no hospital, continuou. A parteira no hospital disse “Faça lá força que ele sai na mesma!”  Porque percebeu que ele estava a coroar. E realmente saiu. Ele era muito grande… De peso até não, tinha quatro quilos, cento e pouco…

M – Quatro quilos… (wow)

A – Tive outro com mais peso, o João, mas a questão do Zé era o perímetro cefálico ser muito grande.

M – Ah, ok… isso não ajudou, claro!

A – Como ele encaixou mal isso fez com que também não rodasse. Tinha o tronco ligeiramente de lado. Mas eu acredito que tenha sido a mudança de cenário que ajudou a finalizar.

M – Tranquilizou-te… Apesar de todos os desejos e vontades, daí teres começado em casa, é preciso objectividade para perceber quando é necessário mudar. A tal mudança de cenário… é interessante teres usado essa expressão.

A – Sim. São quase 40 km até ao hospital. A respiração também pode ter ajudado.

M – Vocês são do Algarve, mais precisamente de onde?

A – Moramos no Concelho de Vila do Bispo. E fomos para o Hospital de Portimão.

M – E como é que isso correu? Nem sempre se tem um bom acolhimento no hospital quando se começa um parto em casa…

A – Por acaso quem me recebeu no hospital foi uma das enfermeiras que me deu o curso de conselheira de amamentação, é umas das enfermeiras mais antigas lá do hospital, que eu até sei que não vê com bons olhos o parto em casa mas eu acho que a desarmei quando disse: “Ah Enfermeira, ainda bem que está aqui, era de uma cara conhecida que eu precisava…” E ela não disse absolutamente nada! Recebeu-me sem resistência nenhuma. As enfermeiras parteiras que estavam comigo foram também até ao hospital  mas não puderam subir, o que é pena, porque poderiam ter transmitido melhor tudo o que se passara e como, porque estava tudo escrito… no fundo eu apresentei todas as cartas na mesa, não podia ter sido mais transparente. E acho, sinceramente que isso a desarmou. Porque no fundo eu ia em modo “eu só preciso parir o meu filho, ajude-me lá com isso, não me venha cá com conversas!” (risos)

M – Ias mesmo determinada!

A- Sim, ía. Para tu veres, depois do Zé nascer, pediram-me com muito jeitinho e delicadeza… “Podemos só pesá-lo?” (risos) Acho que estavam com medo que eu mordesse. (risos) Este relato demorei um ano até escrever. Foi um parto que teve de ser digerido… este plano B…

M – É como uma pedra no sapato?

A – Sim…

“A Teresa (#2) resumiu bem o que aconteceu, disse-me uns dias depois do parto, talvez por me sentir um pouco triste com tudo:

– Sabes mãe, não importa onde o bebé nasceu, importa que nasceu feliz.

E que palavras tão sábias e tão certas para uma menina de 6 anos na altura.”

Não perca o relato de parto do Zé, amanhã aqui nas Mães d’Água.

M – E de onde é que achas que vem esse empoderamento todo? Porque tu dizes que há uma Mãe pós-doula… queres aprofundar isso connosco?

A – Uma Mãe e um Pai. (risos) Eu tenho os relatos de parto todos escritos. Já foi há algum tempo… e agora quando olho para eles consigo ver o percurso que fui fazendo e, mesmo sem ser doula, do primeiro para o quarto já noto uma grande diferença.

M – Porquê? Porque foste procurando informação?

A – Até não. Foram partos que correram de diferente forma e cada vez menos intervencionados.

M – Sempre no Algarve?

A – Sim. Vida de Mãe, sim. Porque eu sou de Lisboa. Os partos foram sendo menos intervencionados… até ao da Julieta (#4), que foi uma indução, às 41 semanas. E foi a primeira vez que eu pensei: “Epah, mas eu tenho uma palavra a dizer.” Ia confiante para o parto a dizer que não queria a indução. Acabei por aceitar mas só o início, depois foi à minha maneira. E foi espectacular. Foi com a Enfermeira Sofia Borges, que ainda hoje se lembra do parto da Julieta.

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(Imagem de João Pico)


M – Nunca sabemos o impacto que temos nas outras pessoas.

A – Pois é…

M – Depois… há uma mudança de paradigma, por assim dizer, na gravidez do Zé? Também são quatro anos de diferença.

A – Eu fiquei desempregada a seguir ao terceiro filho. Fiz algumas formações do Centro de Emprego. Até que cheguei a uma altura que fiquei mesmo sem nada, sem mais nenhum apoio, e ainda voltei a pensar em estudar mas ao ver o currículo do ISEL, aquilo já não fazia sentido…

M – Eras outra pessoa…

A – E foi o meu marido que me disse que eu podia era pegar na minha experiência de Maternidade e fazer qualquer coisa nessa área. Até porque eu já ajudava algumas Mamãs amigas com a amamentação, quando havia algum stress… mas eu achava que não bastava ter experiência apenas. Foi então que descobri a Formação de Doulas, em 2011. Foi aí que percebi que há vários modos de estar… durante a preparação para o parto que fiz em Lagos, o modo era de aceitação “eles vão fazer isto e isto e isto” e com o curso de doulas percebi que não era assim, que havia outras formas de fazer ou de nos preparar.

A Ana escreveu sobre o início desta sua viagem aqui.

M – Foi com a Associação Doulas de Portugal?

A – Sim! Eramos só 5 e íamos combinando os fins-de-semana conforme dava mais jeito. Foi cerca de ano e meio, e foi bom ter sido espaçado no tempo porque isso também me deu tempo para crescer.

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M – E fizeste alguma formação de CAM?

A – Sim! Na altura em que estava grávida do Zé. Em Novembro de 2013.

M – Então é aqui que começa o teu percurso mais profissional nesta área da maternidade que já te dizia tanto. E como é a aceitação da doula aí no Sul, nos hospitais?

A – Como já me conheciam como Mãe (de quatro) e posteriormente como doula, isso facilitou a aceitação. Também vou devagarinho, sem me impor. Não faz sentido ser de outra forma. Costumo acompanhar mais no pós-parto… nos stresses iniciais. Mas também já tenho acompanhado diversos casais durante a gravidez. Ser doula e CAM permite relacionar e avaliar melhor a evolução de algumas situações.

M – Como assim…?

A – Por exemplo, muitas vezes as Mamãs com problemas em amamentação só contam a história do nascimento para a frente mas o tipo de parto que tiveram é muito importante. Se estiveram a soro, se foi induzido… muitas mulheres não sabem. “Ninguém” lhes explica… passando a generalização. A Julieta, por exemplo, era um bebé que chorava muito. Calhou na altura em partilhar isso na formação de doulas e depois percebi que, sendo um parto induzido, o seu tempo não foi respeitado…

M – Compreendo… E como é que te anuncias? Não tens página facebook ou site, pois não? A informação corre de boca em boca?

A – Eu já pensei nisso mas, sou sincera, seria difícil para mim gerir mais uma… tenho a das costuras, que ultimamente tem andado mais calma desde, mais ou menos metade do tempo de gravidez do Zé. Ele está em casa e com um bebé é difícil, por isso abrandei. Continuo a fazer algumas coisas porque há pessoas que me procuram, mas com muito mais calma. Depois… também tenho um blogue pessoal, Mãe de Todos, que é onde estão os relatos de parto. E é lá que muitas vezes anuncio os workshops que faço ou actividades a que vou. Uma página profissional… ainda não chegou a hora.

M – Para além disso, tu também tens muuuuito trabalho com cinco filhos… é só o que consigo imaginar.

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(Imagem de Gonçalo Rosa da Silva)

A Ana tem a página da Costura onde pode encomendar saquinhos de alfazema, almofadas de amamentação ou um Mimalho, uma marca registada que a Ana desenvolveu.

“Os Mimalhos são histórias e sentimentos de pessoas na forma de bonecos de tecido e outros materiais criados a partir de desenhos de crianças! Um desafio e uma prenda muito original! Todos numerados, únicos, registados na IGAC não serão alvo de cópias.”
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Esta marca já lhe proporcionou ser capa de revista num jornal, como Mãe empreendedora.

Tem também o blog, onde vai escrevendo tesouros do dia-a-dia e promovendo as actividades que faz. É o caso do ciclo de workshops dedicados a casais à espera de bebé e a recém papás que decorre agora em Maio. Pode ver mais informações aqui.

Outro exemplo, são as idas a escolas para falar de como nascem os bebés, aqui e aqui. A Ana usa bonecas didácticas para abordar este tema. São semelhantes à AMMA.
M – E em relação a ser uma família grande, conta-nos… já tinhas em mente, quando conheceste o teu marido ou foi acontecendo?

A – Foi acontecendo! Planeámos o Tiago, a Teresa… O João foi presente de aniversário de casamento! (risos) Foi fruto de uma garrafa de champanhe, mesmo. Durante muito tempo teve a alcunha de Freixenet, que era o nome do champanhe. Ainda tenho a rolha. (risos) A Julieta… sabes, parece que a sociedade te exige que tenhas 2 filhos, é o normal. Ainda por cima já tinha um casalinho, está feito. Ouvi muito esta argumentação na gravidez do João (#3). Da Julieta assustou-nos um bocadinho… o João tinha apenas sete meses. Mas eu e o meu marido não hesitámos. O Zé… só fazia sentido, por tudo o que eu já mencionei anteriormente. Não o estávamos a planear mas também já não usava a pílula como método contraceptivo. Seguíamos o ciclo menstrual com algum rigor e durante dois anos não aconteceu… só quando tinha mesmo que acontecer. Este bebé que vem agora a caminho… não estava a ser planeado mas posso dizer-te que eu não fechei o ciclo com o Zé. Quando me perguntavam se ia ficar por aqui, nunca tive coragem de dizer que sim. Comprámos agora uma carrinha de 9 lugares, antes ainda de saber que estava grávida… e agora sim, fechei o ciclo.

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M – Ahahahah! Muito bom… então e desculpa, deve ser uma pergunta frequente… não te assusta? O futuro?

A – Penso no dia-a-dia. Agora. Às vezes fazem-me a pergunta de quando forem grandes… aí é quando forem grandes. “Ah, vai-te custar muito quando forem para a Faculdade…” Epá, preocupo-me nessa altura, não é agora que estão na Primária. Agora preocupo-me com os problemas do dia-a-dia. Estão todos na escola pública, com excepção para o Zé, que está comigo, não pago transportes… é o autocarro municipal, por isso, para já preocupo-me com pôr comida na mesa. Roupa, temos um grupo de amigos em que a roupa roda de uns para os outros.

M – E saúde, tem corrido bem?

A – Sim, o normal. Nem pediatra têm. São seguidos no Médico de Família e vamos às Urgências num ou outro episódio. A Julieta nunca tomou antibiótico… em cinco anos. E o Zé também não. Também recorremos a homeopatia e outras terapêuticas complementares.

M – Como é que é a divisão logística de quartos?

A – Quarto de rapazes e quarto de raparigas. E durante a noite tudo pode acontecer. (risos)

M – Têm umas visitas nocturnas…?

A – A Julieta… sim. Insisti quando era mais pequena em que ficasse na sua cama (se calhar não devia) e agora olha, vem lá parar. Os rapazes apesar de terem beliche, fazem co-sleeping porque dormem juntos na cama de baixo. Opção deles.

M – Aí em Vila do Bispo (concelho)… é uma vida completamente ligada à Natureza?

A – Sim. Só saímos daqui quando é mesmo preciso.

M – E fazendo agora uma ligação ao nosso Movimento? Já conhecias? Como?

A – Estava em formação com a Bárbara Harper, em 2014, grávida do Zé. Estava lá com a Mariana Falcato Simões… (A Mariana Falcato Simões faz parte das Mãe d’Água.)


M – Antes dessa formação com a Bárbara Harper, já tinhas noção dos benefícios da água no trabalho de parto e parto?

A – Sim, através da formação de doulas. Quando fiz esta formação com a Bárbara Harper, estava grávida de 32 semanas do Zé. Este ano também gostava de ir à da Naoli Vinaver mas o meu marido já me “proibiu” porque estarei de 36 semanas… é um bocadinho de abuso sair daqui com esse tempo de gestação.

M – Se calhar é… o Pai Paulo tem razão!

A – Foi com essa formação da Bárbara Harper que eu confirmei que queria mesmo o parto do Zé em casa. Não que eu tivesse receio mas comprámos piscina e aconteceu!

M – Vamos ter um evento no Algarve… a 28 de Maio! (não perca a divulgação em breve) Podes/queres ir?

A – Faço anos! 40!!

M – Oooooh… vamos lembrar-nos de ti! 40 merece festa pomposa…

A – Sim!! Este ano vou fazer! E já que estou grávida, parece que por ser a sexta gravidez já não há nada de novo… há sim! Como nunca fiz, este ano vou fazer pela primeira vez um babyshower…

M – Boa!

A – Prendas para mim… e fraldas, por favor. (risos) Vamos lá ser realistas, dão muito jeito.

Foi um prazer falar com a Ana, foram risos e gargalhadas que soltou ao contar-nos as várias histórias desta entrevista. Esperamos que a vida lhe continue a sorrir.

Recentemente saiu na Visão, onde se despiu de preconceitos e mostrou um corpo marcado pela gravidez dos seus filhos. Corpos reais. Corpos (im)perfeitos.

Entretanto, a Ana e o marido já decidiram e estão a planear o parto do #6 em casa, na água. É notícia de última hora!  A Ana diz que agora é de vez, “fecham a loja”.
Até porque, não podemos esquecer a carrinha de 9 lugares logo… é hora. Ou então não!

Não digam nada à Ana mas…  ainda há espaço para mais um! É só uma pequena provocação das Mães d’Água.

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(Imagem de Gonçalo Rosa da Silva)


Mulher dos 7 ofícios, divido o meu tempo entre a Educação, o Teatro, o Associativismo e 1001 ideias sempre em processamento. A minha "actividade" principal é, no entanto, ser Mãe. (Re)descobrir o mundo novamente pelas mãos do meu filho e despertar novas sensibilidades em ambos. Tenho como lema "falhar, falhar mais, falhar melhor". (não sigo o acordo ortográfico)