[Relato de parto #21] Marta Gabriela Relatos

Fui mãe pela primeira vez em Setúbal, dia 25 de Julho de 2012.

Dei entrada no serviço de obstetrícia do Hospital S. Bernardo na madrugada anterior. Fui bem recebida pela enfermeira de serviço na triagem, que me avaliou com 4 cm de dilatação. Fiquei felicíssima com esta informação: estava a dilatar e queria ter um parto natural!

Mostrei o meu plano de parto que foi aceite por ela, e que foi levado para ser aceite pelo obstetra de serviço. Pelo que sei não se opôs, concordou com a avaliação da enfermeira e logo começaram os preparativos para o meu pedido especial: parir na água!

Durante as seguintes horas, e vou ser breve, pude usufruir da banheira com água para passar melhor as dores de um trabalho de parto. Fui presenteada também pela presença do meu companheiro, o pai da Leonor, que tanto queria estar presente para poder dar o seu apoio.
Tive liberdade de movimentos, apoio do companheiro, alívio da dor através da água, e passei por três enfermeiras parteiras que me apoiaram e assistiram da melhor forma possível.

Destaco a forma afectuosa como me apoiaram e assistiram ao meu trabalho de parto, característico de primípara (mais longo e também com mais receios da minha parte, penso eu).
Na fase expulsiva fui assistida por uma parteira que infelizmente naquela altura ainda não tinha terminado a formação para poder assistir à expulsão do bebé dentro de água. Ela informou-me e eu aceitei a situação. Apenas lhe pedi para que me ajudasse então a parir de forma natural!

Já estava na recta final, prestes a receber a minha menina nos braços!

Nesta altura, tive a visita do obstetra responsável de serviço que me disse que o meu parto estava a demorar muito, e que se continuasse a demorar ele teria de tirar a bebé. Ofereceu-me oxitocina para melhorar dinâmica uterina (?), e se fosse preciso iria instrumentar o parto. Ele deu-me meia hora para terminar, se não ele começaria a intervir, porque era o responsável de serviço.

Eu pedi-lhe: dê-me mais um pouco de tempo!
De facto este foi o período em que me senti pressionada e quase duvidei de que era capaz.

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Imaginem, depois de passar por tudo o que tinha passado, não seria capaz de terminar?
Fui! Eu, o meu companheiro e a parteira, formámos um círculo, e eu pedi: ajudem-me a ter a nossa menina de forma natural! E, em quinze minutos, ela nasceu!

Às 17 horas e 45 min de uma quarta feira, dia 25 de Julho de 2012. Fui mãe pela primeira vez! A minha filha nasceu saudável e a felicidade foi contagiante!

Obrigada a todos aqueles que contribuíram para que o nascimento desta bebé e desta mãe fosse possível!

~ Marta Gabriela

 


Um coletivo de mães que fomentam o Parto na Água em Portugal.