Entrevista com Sara Teixeira Entrevista

Uma voz doce e meiga que muita verdade carrega e muita espiritualidade e evolução transmite. Ao ouvir-te, Sara, fiquei apaixonada pela tua história de vida e pela tua conexão contigo própria. A tua voz fez-me sorrir e sentir feliz. Abracei a tua mensagem!

Vamos, então, conhecer uma mulher que nos fala à Alma e aos nossos corações. 

 

 

Olá Cátia. Antes de mais muito obrigada às Mães d´Água pelo convite e oportunidade de realizar esta entrevista.

Fala-me um pouco de ti.

Sou a Sara. Nasci em Lisboa, num bairro típico lisboeta. Desde pequenina que adoro desenhar e pintar, que me fascino pela luz e pela cor. Sou artista. Fiz o curso de Belas Artes mas não é isso que me torna artista (risos). É uma paixão que tenho desde sempre. Acho que a arte é um processo de cura profundíssimo porque o processo traz a consciência a nós. Sou uma sonhadora porque sonho o sonho da Terra. Sonhar no sentido de andar nas nuvens, também ando nas nuvens. Mas no sentido de, se nós temos um sonho dentro de nós podemos torná-lo real. E nesse aspecto eu sou muito optimista ou, melhor, tenho aquela convicção dentro de mim de que as coisas vão correr bem. Que há algo aqui dentro que me move como se houvesse um íman que me puxasse o coração para a frente e que eu fosse levada ao colo muitas vezes. Então, sou esta pessoa, mulher, companheira, sou mãe, filha, sou entusiasta de projectos novos, entusiasta pelas pessoas, pela vida, pela alma, novas decobertas, por projectos que me dêem realmente prazer.

Uma das grandes questões da minha vida é descobrir quem eu sou. Neste percurso para descobrir quem sou eu faço um processo de transformação interna que manifesto através das minhas criações.

Sou esta sonhadora, esta artista, esta mágica, como eu digo, que a magia é a capacidade de criar o que se quer na vida alinhada com a nossa essência, com o nosso coração. Curadora, porque através das pinturas eu curo-me a mim própria e ajudo as pessoas a tomarem consciência de quem elas são também ajuda, no fundo, a criar uma cura. E uma sonhadora. Descobri e tento perceber, sempre, aquilo que se passa dentro de mim. Tenho esta constante necessidade de perceber o que está a acontecer dentro de mim e a desvendar os processos internos e as crenças padrões, a esclarecê-los… A trazê-los à luz para puder perceber. E quando eu consigo entender e transformar eu sinto que vou crescendo e expandindo a minha consciência.

Eu acho que o Dom… Todos temos dons, todos somos feitos à imagem da Criação, não é? Somos todos perfeitos! Esquecemo-nos de que somos todos perfeitos. Parece que andamos aqui a descascar a cebola à procura, de novo, da nossa essência, do nosso tesouro interno. E o meu superpoder – todos temos um superpoder, digamos assim -, é o amor. E o amor é aquilo que não é definível, o amor não é limitado, é incondicional, não se esgota é tudo aquilo que é.

Sou apaixonada por dança, por pintura, luz, por cantar, adoro cantar! Tudo o que é expressão criativa é, realmente, uma das minhas paixões.

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Em que consiste a pintura da alma?

A pintura da alma é uma pintura em aguarela. Para quem não está tão dentro deste tipo de linguagem, é uma sintonização com a energia da pessoa onde eu, através da pintura, recebo informações para ela. Ao pintar, vou recebendo essa informação alinhada com a alma da pessoa, com os guias que a pessoa tem e recebo informação que é para aquela pessoa naquele momento da sua vida. A informação vai ajudá-la a decifrar situações, momentos, ajudando a iluminar processos dentro dela que ela não conhece e, sobretudo, trazer à luz a beleza daquilo que ela é a nível da sua alma. A perfeição que existe dentro dela, um pouco da beleza que ela tem e da luz que ela traz.

A pintura da alma é esta pintura de conexão com a pessoa.

Demoro cerca de 1h30 a pintar e, conforme vou pintando, vou sentindo… cada cor traz-me uma informação, cada traço,… Sou completamente guiada pela pintura.

Como começaste este projecto?

Este projecto começou depois de ter a minha filhota, foi algo que foi nascendo. Ela tinha cerca de sete/ oito meses e comecei a sentir dentro de mim um apelo enorme de pintar a alma das pessoas. Uma coisa que vinha de dentro de mim, quase uma voz (que não era uma voz) mas, algo muito profundo. E eu não fazia a mínima ideia de como isso se fazia. Mas sentia o tal íman que me puxava para isso e eu não sabia como era. Ao fazer um desenho para ela, eu estava sempre a desenhar coisinhas para ela, com ela no colo, que nasceu um anjo com umas asas de um anjo a acompanharem um bebé.

… E eu pensei “deve ser isto, pintar a alma das pessoas deve ser ajudá-las a reconhecerem as asas que elas trazem e que não reconhecem”…

As asas começaram esse projecto chamado “Asas de Anjo” há cinco anos atrás e, depois, ao fazer desenhos para duas amigas minhas, que reparei que eram desenhos diferentes e que traziam energias diferentes. Pensei “deve ser algo deste estilo, deste género”! Eu não sabia o que é que era (risos). Mas sentia um apelo enorme dentro de mim para o fazer e lancei-me. Criei o projecto das “Asas de Anjo” e recebi encomendas. – Estou profundamente grata a todas as pessoas que me encomendaram pinturas da alma acreditando em mim mesmo sem eu saber muito bem quem eu era e o que eu estava a fazer ainda muito bem. – Foi acreditar profundamente neste apelo interno de criar e pintar a alma das pessoas.

Como te preparas para cada pintura?

Todos os dias, antes de ir para o atelier onde eu pinto (não só pinturas de alma, estou sempre a criar algo novo ou estou a desenhar ou a pintar encomendas), faço sempre um acolhimento da minha energia. faço sempre uma pequena meditação. Esta meditação pode acontecer de várias maneiras, depende muito de como está a minha energia naquele dia. Às vezes eu estou altamente a alta velocidade e tenho de dançar uma dança mesmo powerfull para conseguir ancorar a minha energia no planeta. Estou a vibrar muito alto, não sei, tipo all over the place e tenho de dançar algo muito forte para conseguir ancorar. Outros dias sinto-me muito aninhada dentro de mim. Então, faço apenas um pequena meditação de ancoramento, nada muito extensivo. Gosto de meditar à noite para mim, de conectar-me à noite quando está tudo escuro. É como se me sentisse dependente de uma grua, de uma caverna. Gosto de fazer, à noite, essas minhas viagens mais profundas. Mas, para as pinturas, a minha preparação é simplesmente conectar-me com os elementos, com o planeta, com o meu coração, a minha alma e com o coração cósmico que é o chamado Criador, Deus, a Deusa, como quiserem chamar. Eu faço este ancoramento, dura um minuto, e fico completamente presente em mim. E quando estou presente abro o coração e estou pronta para fazer as pinturas.

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Como chega até ti a mensagem …. cada alma?

Eu sinto profundamente dentro de mim que cada pessoa traz dons e potenciais que se vão desenvolvendo conforme vamos crescendo em consiência, em vibração, vamos amadurecendo a parte emocional.

Eu penso, eu sinto profundamente que um dos meus dons é este de me conectar com as almas. Eu sou uma mensageira, acima de tudo e faço a ponte, crio uma ponte. Recebo uma mensagem, traduzo através de tudo aquilo que eu sou e entrego à pessoa. E é assim que chega, nem sequer faço um esforço muito grande. As mensagens da alma nasceram através das pinturas, eu faço uma conexão e invoco o nome da pessoa, a data de nascimento dela, tenho uma fotografia para ter a imagem dela presente e é como se a visse à minha frente. Automaticamente, eu ligo-me à sua energia e começo a receber ou imagens ou filmes. Eu estou de olhos fechados, estou totalmente conectada na energia da pessoa, e depende muito do tipo de energia que a pessoa tem, dos guias. Eu recebo sempre de forma diferente as mensagens… às vezes os guias são muito divertidos. Tem muito que ver com a energia da pessoa. Portanto, eu recebo sempre de acordo com a energia que a pessoa tem. Eu não percebi isto ao princípio! Agora entendo e é muito giro. Às vezes é através de vídeos e filmes, outras é mesmo um pacote de informação que eu recebo e vou traduzindo o que vou sentido. Eu não sei explicar como é que isto funciona e, sinceramente, acho que nem interessa saber porque estou a querer tornar isto num processo mental. Isto para mim é um processo que vem do coração, da alma, é intuitivo. Portanto, eu recebo a informação e transmito. Basicamente é isto! Muito simples.

A intuição é uma ferramenta importante ao longo deste processo?

A intuição é a parte mais importante!

É através da intuição que cada um de nós tem acesso à sua alma. O coração é o portal e a intuição só funciona com o coração. Não funciona com a mente. E confiar na nossa intuição é um caminho, um caminho que se faz, um caminho de poder pessoal, é um caminho de autonomia, é um caminho de crescimento, de consciência, de prazer, de alegria, de vida.

E é a voz, a nossa voz interna… aquela que nos guia sem erros, avisa-nos de tudo o que precisamos de saber! A intuição é a voz da alma e é o que nos liga ao nosso mais sagrado, ao nosso templo mais interno. Portanto, é a ferramenta para mim mais importante e aquela que eu fui desenvolvendo ao longo de todos estes anos em que fui crescendo em autonomia e auto-confiança. Quanto mais eu confio em mim mais a intuição vai expandindo.

Perguntam-me muitas vezes como havemos de fazer para que a nossa intuição se desenvolva? Aquela vozinha que nós sentimos… por exemplo, alguém te diz alguma coisa e tu sentes dentro de ti que aquilo não bate certo… É a tua intuição.

Está a chamar-te à atenção: há alguma coisa aqui que não estás a ver bem mas está atenta. Permanecemos em nós e tentamos perceber o que se passa. Quando confiamos naquele “Espera! Está atenta!”, a intuição vai nos dar os passos seguintes. Vamos, então, perceber que se calhar por detrás daquela pessoa que te está a dar uma mensagem negativa… há uma pessoa que precisa de amor, de ser companhada, de compaixão, de perdão. Não tem a ver connosco, tem sempre a ver com o Outro, isso é a outra parte.

A intuição é aquilo que nos mostra o que não está visível.

Como diz o principezinho muito bem “O essencial é invisível aos olhos”. Aos olhos e à mente. A mente, o nosso ego, quer tudo explicadinho, quer tudo em caixinhas, arrumado. A intuição não quer nada arrumado, quer viver, sentir, não quer explicar, quer alinhar. E quando nós alinhamos mesmo sem saber explicar, porque o nosso cérebro nem sequer vai conseguir explicar isso, ele quer sentir-se seguro.

A intuição não quer sentir-se segura, ela é segura por si própria. E é um caminho de autonomia viver neste processo intuitivo mas é a coisa mais importante.

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Aprendes mais de ti após cada leitura?

Eu aprendo imenso sobre mim porque é sempre uma troca energética a todos os níveis. É sempre algo vibracional, energético. Eu nunca posso transmitir através de uma leitura ou mensagem, algo que não esteja presente dentro de mim. Eu não posso inventar algo que não exista cá dentro de mim. E isso eu fui aprendendo durante todo este processo das pinturas da alma, e não só. Foi um processo de muito crescimento e de muita auto-expansão e de muito auto-conhecimento. Se uma pessoa traz algo e se não vibra dentro de mim eu não vou ter acesso a essa informação. Portanto, se algo vibra dentro de mim – e acontece-me frequentemente eu sentir coisas e questões que me estão a surgir num momento da minha vida e as pinturas costumam-me trazer respostas e a iluminar partes que eu não tinha percebido completamente – é sempre um reflexo, seja através de uma terapia, de uma pintura, seja através de um autocarro, uma paisagem… há sempre uma troca. Portanto, há sempre um crescimento e aprendemos sempre, cada vez mais, mais sobre nós. Porque o mundo que reflectimos para fora de nós é sempre o nosso mundo interno. Por isso se as pessoas chegam até mim para me pedirem pinturas da alma estão sempre a reflectir partes de mim e tenho que acolher isso. Acolho isso com todo o coração e aprendo, claro que aprendo. Sem dúvida que cresço imenso e aprendo muito sobre mim, sem dúvida.

O que é a alma?

(silêncio)

A alma… não sei explicar o que é (risos), fiquei sem palavras.

A alma é… eu acho que é tão grande… Imaginemos que do Criador, da Criadora, da Deusa, do Deus foram criados estes filhos chamados Alma. Dá-se o nome de Alma, o nome que nós chamamos. As grandes super almas. Há quem chame Mónadas. Estas super almas têm todas um papel diferente na criação.

Imaginemos: o Criador criou, estes vão descobrir como se cria através do amor e da compaixão. Estes vão criar mundos novos, estes vão ser os curadores do Universo. E estas almas foram lançadas pelo Universo fora para aprenderem mais e trazerem até ao Criador mais informações e para crescerem todos juntos, estamos todos conectados uns cons os outros. Somos todos irmãos. Esta grande Alma diz a estas almas, estas particulares, somos nós: “tu vais para o planeta Terra aprender sobre compaixão”, “tu vais aprender sobre criatividade”, “tu vais ajudar as pessoas a crescerem e a descobrir quem são”… Então, cada alma vem desta grande Alma que nasceu do Criador. Portanto, somos todos filhos… a alma é filha de Deus, da Deusa, é um filho, é uma partícula da Criação.

Nós aqui somos inteiros, somos almas, somos tudo, temos é um véu de ilusão que não nos permite aceder a esses reinos.

Nós já somos, nós apenas não estamos conectados. Faz parte desta experiência de estarmos aqui no planeta. Então, a alma é este ser consciente da sua luz, da sua divindade, do seu sagrado, de tudo aquilo que é possível, de tudo aquilo que é perfeito, de tudo aquilo que existe além da Dimensão onde estamos agora.

O que define um Ser?

Olha não te sei responder a essa pergunta. Não faço ideia do que define um Ser. Não sei de que Ser estamos a falar. Estamos a falar de um Ser físico? Nós somos um ser físico. Um ser extra-físico? Almas, anjos, fadas, elfos, gnomos, dragões… Há muitos Seres. O que define um Ser? A capacidade de expressar na matéria. Pronto, poderá ser isso.

Porquê associar a pintura a estas mensagens que recebes?

Eu nunca associei a pintura às mensagens. Não foi uma coisa que eu pensasse fazer. Foi algo que nasceu. As mensagens nasceram dentro das pinturas porque elas começaram por ser uma conexão com as pessoas e conforme eu ia confiando mais em mim e abrindo o meu coração à minha intuição as mensagens tornaram-se cada vez mais importantes como uma forma de conexão. E, de repente, passaram a ser quase autónomas dentro da pintura. Então, também, passaram a ser algo que é feito porque a Alma quer comunicar. O que nós mais desejamos saber é o que estamos cá a fazer? (Pelo menos eu). Quais são os meus potenciais? Como posso alcançá-los? Como é que eu posso saber mais sobre mim? Como é que eu posso ser melhor? Qual é a minha missão de vida? Numa resposta a essas inúmeras perguntas que surgem nasceram as pinturas de almas. Transformaram-se, também. Em algo autónomo.

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Depende da pessoa que pediu a pintura. Depende da consciência que essa pessoa tem. Vêem os guias, vêem fadas, vem quem está a conectar com a energia da pessoa. Nunca sei quem é que vai falar, quem vai comunicar através de mim.

Qual o teu objectivo com este trabalho que desenvolves?

É fazer aquilo que eu amo! Mesmo! E cumprir o meu propósito de Alma que passa por aqui. Mas não é isto que me define.

O objectivo que eu tenho é conectar as pessoas à sua essência. Basicamente é isso.

E quando nos conectamos à nossa essência acedemos a partes nossas, crescemos, somos mais felizes, vivemos com mais alegria. Claro que, muitas vezes, antes de chegarmos aí temos um processo de cura profunda e de desmantelamento do ego e da estrutura que nós criamos para nos protegermos de montes de coisinhas e das nossas gavetinhas mentais. Às vezes não é fácil chegarmos a essa parte da essência mas, no fundo o caminho é esse… Conectarmo-nos com a nossa Alma, essência, a nossa divindade, o nosso sagrado.

Fazes outro tipo de pinturas? Podes falar um pouco sobre elas?

Sim faço. Além das pinturas da Alma faço “soul painting” como lhe chamo. Pinturas da alma mas não pinturas da alma da pessoa como algo de trabalho. É algo que não é trabalho. É algo que eu amo mesmo fazer e que eu sinto que a minha Alma me pede. Se eu sentisse agora que as pinturas da Alma iam parar – eu não posso estar apegada a isto como algo que me define. Eu sou livre, acima de tudo, para expressar aquilo que eu quero, manifestar aquilo que eu sinto que devo fazer – Por isso, é conforme. Eu dividi, ultimamente, o meu horário em dias para as pinturas da Alma e em dias de pintura para mim. Porque a pintura é uma forma de meditação, é uma forma de conexão comigo própria, descobrir mais quem eu sou. Dá-me um gozo enorme pintar e descobrir as cores que nascem de uma expressão. Descobrir coisas novas, expressões novas. Se calhar para as pessoas pode ser igual, elas não estão a ver mas eu estou simplesmente a mergulhar num processo interno profundíssimo. Então, faço pinturas em telas, que adoro fazer. Demoram mais tempo, são mais profundas para mim.

Fazes algum tipo de formação nesta área?

Sim, faço. Dou workshop13086678_794743160627714_5046309362269322644_os de “pintura intuitiva” porque acredito que não precisamos de ter cursos de pintura para sermos criativos e conseguirmos criar algo através da criatividade. No meu caso pintura. Seja aguarela, seja acrílico… podemos não ter o chamado “jeito” mas temos a conexão. E a ideia é criar esta conexão da nossa essência com a nossa expressão e conseguirmos expressar essa parte dentro de nós. Isto passa por desligarmos os processos mentais e passarmos para um processo intuitivo, que é uma energia muito mais feminina. A energia masculina é muito mais mental, muito mais… – Não é controladora, porque somos todos controladores! As mulheres também são controladoras. A mulher também é controladora. Todos nós queremos controlar porque temos medo de nos perdermos. Eu falo por mim, sem dúvida nenhuma. Falo sempre na primeira pessoa. Eu não tento passar nada nem dar resposta a algo que eu não tenha vivido. Os processos todos passam sempre por mim. Portanto, eu nunca vou dizer nada se não tiver passado por dentro de mim essa experiência. – Faço os worshops de soul painting e, no futuro, talvez cursos de “pintura intuitiva”. Um curso mesmo para as pessoas ficarem com ferramentas mais concretas para usarem consigo ou, também, na sua vertente terapêutica.

Qualquer pessoa pode aceder a um workshop teu ou é necessário algum pré-requisito?

Não é necessário nenhum pré-requisito. Qualquer pessoa pode fazer um workshop. É aberto a toda a gente, desde crianças a toda a gente, todas a idades.

O que pretendes criar/ canalizar/ permitir a quem participa?

Pretendo facilitar, sobretudo, ferramentas de conexão, de criatividade e intuitivas abrindo os infinitos potenciais que nós trazemos. E as possibilidades das imensas paisagens internas que nós temos dentro de nós e que não conhecemos. E é um mergulho interior e é muito bom que elas mergulhem dentro de si e descubram coisas que nem faziam a ideia que tinham. Quando elas conseguem pintar a sua pintura da Alma, conseguem manifestar a sua beleza interna, é maravilhoso! É algo mesmo muito mágico. Isso dá-nos confiança, autonomia, consciência, alegria, prazer – isto é fundamental – e liga-nos à nossa parte intuitiva. Sempre a intuição aqui a falar aqui a 100%.

Em que medida achas importante uma Pintura da Alma numa família?

Eu acho que é importante para nós também sabermos, por exemplo, para os pais saberem um pouco mais sobre os filhos e ajudarem no processo de crescimento das crianças quando a alma das crianças transmite essa informação. É bom para nós nos conhecermos e sabermos qual é o projecto que temos em funcionamento uns com os outros. Como nos podemos articular a nível de alma e superar os nossos desafios diários – que são muito reais e concretos muitas vezes – e olhar numa perspectiva maior. Como é que a minha alma vê a minha vida? É como sermos uma águia, olharmos de cima e distanciarmo-nos. Conseguir olhar para a nossa vida, para o mapa da nossa vida e percebermos o que podemos mudar, o que podemos articular. Às vezes é desdramatizar, é simplificar. Sem dúvida que é importante! E é algo mais de enriquecimento para a vida familiar, para a vida interna, para a visão orgânica da família.

Grávidas podem fazê-la?

Sim, as grávidas podem fazê-la a partir dos seis meses de gravidez e até os oito meses e meio. Porque depois há bebés que já querem nascer e eu não comunico, não consigo aceder tão facilmente à alma.

Consegues obter respostas diferenciadas para mãe e bebé?

A pintura da grávida é uma pintura para o bebé, não é da mãe. Embora, por vezes, as almas que vão nascer comuniquem para os pais aspectos importantes a desenvolver enquanto crianças e para os pais estarem atentos a certas características e certos potenciais que essa alma traz.

Já és mamã. Sentes que a maternidade te trouxe evolução e crescimento ou algum tipo de alteração no tipo de pintura da Alma que fazes?

Já sou mamã sim.

A maternidade trouxe-me evolução imensa na minha consciência, em todo o meu Ser. A nível humano, em todos os aspectos da minha vida. Abriu todo um potencial de relacionamentos, não só em termos espirituais como poderá parecer mas, a nível do meu corpo… Sentir o meu corpo presente aqui. A nível de olhar para mim com outros olhos e de me amar e de me permitir sentir, perceber onde estão os meus bloqueios.

Eu percebi, nitidamente, onde estavam os meus bloqueios, como foi o meu processo de parto, olhar para ele com profunda compaixão e saber que foi o parto perfeito para mim… Para eu despertar N coisas na minha vida, nesta relação com a minha filha, com o meu companheiro, com o meu corpo, comigo, com a Terra, com tudo.

Sem dúvida que sim, acho que a maternidade e o parto são momentos de iniciação profunda para a mulher, quando a mulher se permite.

Mas é algo que nós não podemos controlar. Nada se pode controlar, há sempre algo maior que se mexe. Podemos programar o parto, sem dúvida. Eu tive um plano de parto, tive uma Doula que foi absolutamente essencial para que acontecesse como aconteceu. E, realmente, as pinturas da Alma nasceram após ter nascido a minha filha. Por isso eu penso que abriu muitas coisas em mim a nível de potencial criativo. Eu sinto profundamente que a conexão uterina, que nós criamos com as nossas filhas ou filhos, com aquilo que criamos é absolutamente essencial.

E a maternidade traz-nos a capacidade de conectarmos com os nossos potenciais criativos num nível muito profundo.

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Qual é a tua visão da maternidade e do parto?

É no útero, seja o útero físico ou o útero vibracional, onde nasce tudo na nossa vida. Este segundo chakra está tantas vezes bloqueado e o primeiro chakra também porque não sentimos… eu falo na primeira pessoa porque foi essa a minha experiência.

E também é isso que eu passo na formação que dou e nos workshops que faço.

É no útero onde começa toda a vida. Foi do útero cósmico que nós todos nascemos, portanto, a maternidade é o momento perfeito para nos alinharmos com a nossa capacidade criativa. É um período de incubação de muita coisa, não só da ascensão de um filho, onde toda a nossa energia está focada neste crescimento. É uma altura mágica, absolutamente maravilhosa. É uma altura que nos faz confrontar com quem somos, se nós estivermos disponíveis para essa vivência, como é óbvio. Se não estivermos também não estamos e está perfeito! Cada um tem que viver de acordo com aquilo que sente que tem de viver.

Não há regra, penso que não temos de pretender nada de ninguém. Já somos tão exigentes connosco, também queremos dos outros?

Portanto, o parto é um momento iniciático. E seja qual for o parto, seja como for o parto é o parto perfeito para nós. É o momento em que trazemos até nós este emponderamento, seja través de uma experiência menos positiva… vai-nos fazer despertar N questões que vamos ter de resolver ou vamos querer ou não resolver e despertar em nós. Mas, a maternidade e o parto vão ser um processo iniciático para a mulher e para o homem se a mulher permitir, se ela assumir o seu poder, o seu woman power, o poder do seu útero criativo é uma transformação muito grande para a sua vida, para a vida em família, com o companheiro e com o bebé que está a chegar. Sem dúvida que é um momento mágico! Eu vejo uma explosão, vejo mesmo um BigBang. Acho que a maternidade e parto são BigBangs na vida de uma mulher (risos). O nascimento da minha filha mudou completamente a minha vida.

Uma pintura da Alma para uma pessoa sem filhos será a mesma se a repetires após a parentalidade? Independentemente de ser à mãe ou ao pai. Porquê?

A pintura da Alma é sempre diferente passado um ano, ou mesmo seis meses. Depende imenso do tipo de evolução que a alma faz e a pintura da Alma tem que ver com o momento pesente da pessoa porque é nesse momento que podemos actuar. É neste momento que podemos alterar, modificar, crescer, expandir, curar, é no momento presente. A pintura da Alma está focada no momento presente em que a pessoa está. Portanto, se a pessoa fizer pintura da Alma seja mãe, pai ou não, vai ser sempre diferente, claro. A pintura de uma mulher antes de engravidar e passados dois anos de engravidar vai ser totalmente diferente, sem dúvida nenhuma.

Porquê Rainbow Soul?

É uma história pequenininha, muito gira. Eu era “Sara na Lua” há uns anos atrás e senti que o meu nome já não estava a ressoar, já não transmitia aquilo que eu sentia que era, que estava a vibrar. E não sabia que nome havia de encontrar, andava aqui numa busca. E foi ao ver uma imagem lindíssima, com uma legenda, de uma paisagem com um arco-íris e uma mulher com um ar super livre, maravilhosa e dizia “Rainbow girl”. E aquele momento dentro de mim foi claríssimo que eu era rainbow e que eu era rainbow soul. Não te sei explicar como é que isto aconteceu, sei que foi tão forte. Foi como um momento de iluminação profundo. Eu pensei “Ah! Eu sou uma rainbow soul” e, automaticamente, mudei o nome no meu facebook e na minha página. Foi algo que foi automático. Eu percebi que era aquilo e foi, simplesmente, manifestar aquilo que eu sentia.

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Participaste na ilustração de um livro. Como foi a experiência e onde te inspiraste? O processo foi semelhante às pinturas que habitualmente fazes?

Sim, dois livros já. A experiência é sempre muito gira, embora eu sinto que não é muito aquilo que eu desejo fazer. Eu antes queria muito ilustrar livros mas agora acho que é algo que não está muito alinhado com a minha energia. Mas muito bom fazer, foi muito bonito, foi gratificante sentir nascer um livro. Os livros para mim demoram muito tempo, é uma gestação, são nove meses ou mais dentro de mim com aqueles textos, aquelas imagens, com a energia da pessoa que o escreveu. E, depois, poder manifestar essa linguagem que foi crescendo cá dentro. A inspiração é algo que vai crescendo dentro de mim, muitas vezes sem eu ter consciência disso, até ao momento em que eu sinto que está na hora de pintar o livro. Por muito que fique desconfortável a pessoa que o escreveu, eu realmente demoro bastante tempo a ilustrar um projecto, bastante tempo. É algo que faz parte de mim. (Por mais que eu não goste porque fico sempre com a ideia que estou a desiludir alguém, é o que é.) Por isso não é um processo muito fácil para mim e é muito diferente das pinturas da Alma. As pinturas da Alma têm que ver com o momento presente da pessoa. Eu recebo, faço e entrego. Os livros preciso de bastante tempo, preciso de um ano, sem dúvida. A preparação tem de ser feita internamente e, depois, a inspiração nasce. Eu vou buscar imagens relacionadas com a energia que estou a sentir o livro, neste caso foi “O menino cristal” que é um livro lindíssimo. Muito poético, muito mágico e é um tema que eu amo que é o Mar. Eu sou apaixonada pelo mar por isso, para mim, foi algo fácil de pintar, foi algo muito “fluir” para mim.

Sonhos para o futuro?

Quero criar mais pinturas, quero pintar muitas telas. Quero fazer muitas viagens. Quero, realmente, desfrutar da vida a 100% com tudo aquilo que eu sou. E sou uma pessoa super normal com todas as pancas das pessoas “normais” têm. Não pensem que eu sou uma super, não sou nada super. E é giro fazermos brincadeiras com os filhos. Gosto de fazer macacadas com a minha filha, de brincar. Eu acho que isso traz muito para o mundo “real” e é muito bom, é muito bom ser mãe! É muito bom! E eu quero desfrutar ao máximo da minha família e da vivência e do crescimento da minha família e da minha filha. E crescer com ela, sem dúvida.

Sonhos… No próximo ano, tenho esta ideia de criar o curso (não tenho, ainda, nome para o curso, ainda não me chegou o certo. Há-de chegar!) de pintura intuitiva para ajudar as pessoas que são terapeutas que já me perguntaram como podem fazer nas suas terapias a nível criativo. E, no fundo, passar um bocado a minha experiência e as minhas ferramentas para que as possam usar. Porque é assim que faz sentido, partilharmos todos.

Isto não é nada meu, eu simplesmente manifesto algo que está presente. E eu simplesmente trago até aqui este plano e passo essa informação.

Outra coisa que eu queria fazer era trabalhar muito com as futuras mamãs a nível vibracional, através de pinturas e daquelas mulheres que desejam muito ser mães e ajudá-las no processo de transformação interna preparando o útero delas para acolher o Ser que vem. Porque muitas vezes a vibração da mãe não está à altura da criança que quer chegar. Deve-se fazer um upgrade. Então, através do processo criativo e intuitivo feminino e masculino – porque temos de ter uma energia masculina presente dentro de nós, para podermos manifestar e concretizar aquilo que nos é pedido a cada momento – a intuição acontece, vem e é com a energia masculina que nós manifestamos, ok?. Precisamos deste equlíbrio entre o masculino e o feminino. E é um bocado trazer este equilíbrio através da manifestação do eu vou chamar Magic Womb (eu gosto do som em inglês, não me perguntem porquê, gosto do som em inglês – risos – É um som mais melódico. Eu tenho alguns cliente de todo o mundo, portanto, torna a coisa um bocadinho mais global. Nós somos todos seres do planeta, mesmo se eu me expresso em português e adoro viver em Portugal, adoro, adoro!) Tenho estes novos projectos em vista para o futuro. E outras coisas que vão nascer, certamente, que estão aqui guardadas. E anseio que estes se manifestem com o tempo e dar espaço para que eles se manifestem. Saber parar quando é necessário para que aquilo que está cá dentro que não conheço, não sei ainda muito bem, mas sinto que há algo novo, ter espaço para se manifestar.

Às vezes temos de parar para olhar para dentro e perceber e perguntar “o que é que queres querida Alma que eu manifeste? O que é que queres que eu faça?” Porque eu sei que se me alinhar com a minha Alma alinho-me com a minha felicidade, com a minha missão, com os meus potenciais, com a alegria, com harmonia, com equilíbrio. E estou a contribuir não só para a minha vida, para ser feliz mas, também, para o planeta, para a educação dos meus filhos e de tudo aquilo que está à minha volta, ser fruto daquilo que eu quero viver.

E pronto! Eu agradeço profundamente às Mães d´Água mais uma vez esta oportunidade de ter falado um bocadinho sobre mim.

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Muito grata a este Ser de luz pelo tempo e carinho que dedicou a esta entrevista. Foi uma honra para nós saber mais sobre ti e conhecer um pouco do teu lindo e inspirador trabalho. 

Para saberem mais sobre a Sara visitem Sara Teixeira Rainbow Soul

Fotografias da autoria da Sara Teixeira::Rainbow Soul

 


Cátia é mãe, mãe d´água de coração! Adora o conhecimento acerca do funcionamento do corpo humano, desenhar e brincar com a sua princesa. A Cátia é AO, terapeuta de Shiatsu e de Chi Kung, Naturopata e amante das medicinas complementares. Ela defende que devemos aprender a conhecer o nosso corpo e viver em harmonia com ele e com a natureza.