A maternidade e o crescimento da mulher Grito na Lua Negra

 

Sim há momentos em que ainda me sinto cansada e esgotada. . Em que olho para a casa e vejo desarrumação. . . Mas depois olho para ti a sorrir, feliz, a cantar… Derretes o meu coração a cada instante. Quando chamas por mim, quando acordas e sorris, quando chego do trabalho e danças de felicidade por me ver…

Tu preenches o meu ser a cada instante. A cada abraço.. a cada brincadeira..

Fazes algo crescer no meu coração… O teu nascimento provocou em mim uma revolução. Há quase 2 anos que te vi pela primeira vez e que renasci. Ou melhor, comecei a renascer! Começou de uma forma muito subtil como a necessidade de andar descalça… O meu corpo, o meu íntimo a pedir a reconexão à Terra Mãe.

Agora, como mãe, já estou pronta! Sou capaz!

Durante este tempo criou-se uma ligação mãe-filha… A amamentação foi o laço número um! Uau.. amamentar… Ser capaz de fazer um ser crescer e estar vivo apenas com o meu leite, o meu amor, o meu toque, o companheirismo e cuidado do papá! É uma sensação estrondosa. É o ser mãe, guerreira, e aceitar a conexão comigo e com o meu ser. Tu foste e és a grande razão dessa aprendizagem.

Fizeste-me questionar acerca do meu lugar no mundo… da minha vida… da minha missão. Parei com algo importante.. seria assim tão importante? Seria o medo de não cumprir os padrões da sociedade que me fazia continuar? Porque temos de estudar? Ser alguém na vida! Mas o que é ser alguém? É ter um diploma? E a personalidade? E o que te deixa feliz? E o que queres fazer na realidade?

Serei louca por abandonar, neste momento, essas ideias? Talvez… Mas quero ser assim! Louca, feliz, reconectada comigo e com a maternidade!

Quero aprender o que sinto que abandonei e que me ajudaste a redescobrir. Quero ser livre, mulher, desenvolver a minha intuição e capacidades psíquicas. Perceber o que tem chegado, de forma tímida, até mim.

Nova necessidade surge… Andar sem as amarras que alguém impôs à mulher. Aprender a conhecer e respeitar o meu ciclo, as minhas luas vermelhas. A minha necessidade de introspecção cresce a cada dia e, na minha cabeça vive um remoinho de pensamentos constantes. Começo a escrever o que sinto com determinadas situações e sinto uma libertação fenomenal. “Apenas” por escrever o que sinto… Quero desenvolver este campo e criar. Algo surgirá!

Muitas mulheres sentem este chamado mesmo sem a maternidade. Eu desviei o meu objetivo a certa altura, por ter algo que aprender. Tu, filha, fizeste-me retomar o meu caminho. Eu aceitei e abracei este desafio de mergulhar em mim e na imensidão do meu ser. Grata por tamanho aprendizado. Grata por existires em mim e pela felicidade que transbordas sempre que me vês.


Cátia é mãe, mãe d´água de coração! Adora o conhecimento acerca do funcionamento do corpo humano, desenhar e brincar com a sua princesa. A Cátia é AO, terapeuta de Shiatsu e de Chi Kung, Naturopata e amante das medicinas complementares. Ela defende que devemos aprender a conhecer o nosso corpo e viver em harmonia com ele e com a natureza.