M de Mãe, e de Marés Grito na Lua Negra

Hoje dei-me conta de que a maternidade é como o trabalho de parto…
pode comparar-se a ondas…
que vêem… e que voltam…

Temos momentos deliciosos que nos fazem sentir que tudo vale a pena.
Outros, porém, fazem-nos desesperar…

O cansaço; as noites mal dormidas; a falta de tempo livre (ou até de um banho onde possamos relaxar, sem ter de correr para acudir a criança, ou sem a ter pendurada nas mamas ou, no banho connosco…)

Não há dúvida de que a rotina é agora muito diferente, e isso reflecte-se na mãe.

Reflete-se em mim, como mulher, como amante, como colega.

Estou diferente, ou não sou a pessoa que julgava ser.
Ora me sinto mais forte, ora me sinto longe de conseguir alcançar os meus objectivos.
Ora quero ter mais filhos, ora me questiono se serei capaz de dar mais de mim (de ter duas crianças a mamar!?).

Há momentos em que sinto a minha energia a sair de mim, a ser transmitida à minha filha, e sinto-me esgotada. Estou muitas vezes impaciente quando amamento, por exemplo, mas, como uma onda, vem um sorriso, uma troca de olhares e brincadeiras entre nós, que fazem o esforço valer a pena.
Tenho dias em que me sinto organizada e outros em que parece que vivo “no faroeste”.

Mas, mulheres guerreiras e cansadas, procuremos o equilíbrio!

Não esqueçamos que precisamos do caos e da agitação do mar pois, tal como no parto dos nossos filhos, a dor física ajuda-nos a alcançar o momento tão desejado. A dor (e o caos é tantas vezes doloroso) confere-nos a força para mais um grito. Prepara-nos para o apogeu e abre-nos ao mundo animal.

Quando, finalmente, temos os nossos filhos nos braços o mar é calmo e sereno. Não esqueço isso.

Abraço-vos!


Cátia é mãe, mãe d´água de coração! Adora o conhecimento acerca do funcionamento do corpo humano, desenhar e brincar com a sua princesa. A Cátia é AO, terapeuta de Shiatsu e de Chi Kung, Naturopata e amante das medicinas complementares. Ela defende que devemos aprender a conhecer o nosso corpo e viver em harmonia com ele e com a natureza.