Abraçar o Mundo Ser Mãe sem o Ser

Amar e ser amado acaba por ser uma forma de arte.

É necessário permitirmo-nos amar, tal como é crucial permitirmo-nos ser amadas(os). Tenho-me cruzado com pessoas que sentem medo de se entregarem. Medo de se mostrarem genuínas. Medo de reconhecerem a sua própria luz. É necessário haver entrega para que o amor flua livremente, como um pássaro levando alimento às suas crias.

Não é fácil aceitar esta essência! Não é fácil reconhecer esta capacidade de transformação que amar nos oferece! Sentes um misto de sensações. É como se os teus pés se movessem em passos lentos e, repentinamente, começassem a saltitar. Mudas a maneira como vivencias a caminhada. Páras. Olhas ao redor. Vês cada gota de orvalho cair; cada fio na teia da aranha.

Cada passo assume uma importância maravilhosa. Cada olhar; cada sentir.

Percebes que a vida é muito mais do que o sopro de ar que chega aos teus pulmões. Percebes que existe um querer estar; um querer fazer parte de todo o processo. Nessa altura, brota a semente da criação!

Sentes vontade de contribuir com a tua arte, com a tua entrega e presença. Começas a Ser amor. Começas a fluir na linguagem do Universo. Sentes a liberdade que amar te proporciona. A liberdade em escolheres os passos que queres dar na tua vida; a liberdade de te descobrires e de abraçar quem realmente és!

Esta energia é a mesma que cria raiz no ventre da mãe. É o amor que acarinha, que abraça, que respeita. É o amor que liberta.

É o amor que oferece o seu corpo para receber outro Ser. É o amor em forma de dádiva!

 

Aprendendo a Ser mãe, mas sem ainda ser!

Gratidão no coração! ☼

Foto de Camilla Albano Fotografia


Sou a Liliana, mas todos me conhecem por Lili. Sou dança, sou Sol, sou música... sou riso, sou lágrimas, estações... sou o dia, sou a noite... sou um eclipse de sentimentos e sensações. Filha da Terra, Mãe d'Água de Coração! ☼