A Liberdade e as Mulheres Ser Mãe sem o Ser

LIBERDADE

Liberdade é uma palavra a que nos habituamos a ouvir desde tenra idade. Quanto mais não seja quando aprendemos a história do nosso país, na escola primária. Porém, quando aprendemos, nas escolas, o que é a liberdade, muito fica por dizer!

Liberdade não se trata “apenas” – referindo-me às Mulheres – de ter direito ao voto; de receber salários iguais aos dos homens. Há muito mais a abordar e a questionar, quando se fala da liberdade das Mulheres. Há meninas que ainda são mutiladas em países africanos; Mulheres, nossas irmãs, que são vítimas de trabalhos forçados, de abusos sexuais e de diversos outros tipos de violência. Isto em várias partes do Mundo.

E esta “falta de liberdade”, não acontece apenas em países sub-desenvolvidos. Pelo contrário! Se formos a ver, na Europa e em outros países ocidentais e ditos “desenvolvidos”, existe algo que reprime completamente as Mulheres: a imagem. Os meios de comunicação social, as revistas, os ginásio, apelam para que as Mulheres – sim, as Mulheres! – cumpram um determinado padrão físico. Um padrão considerado aceitável. Quem não estiver dentro das medidas certas, não tem um corpo bonito!

Estamos no ano de 2017. Muito tempo, portanto, após a criação deste Mundo. Ainda faz sentido vivermos nesta sociedade patriarcal? Porque é que a publicidade exige que as Mulheres cumpram os “requisitos mínimos” mas, quanto aos homens, não existe essa pressão (e ainda bem!)? Avançamos a passos largos para uma mudança de consciência global, mas ainda há muito trabalho para fazer!

A sociedade ocidental castra a liberdade da Mulher. Porém, fá-lo com um charme subtil, disfarçado de modernidade, de avanço.

Esta sociedade ensina as adolescentes a seguirem a moda, para serem aceites nos grupos a que querem pertencer; ensina as crianças a quererem este e aquele brinquedo que viram no anúncio da televisão, porque é “o mais giro!”; ensina as mães e os pais a comprarem tudo feito, já que é mais rápido e fácil (mesmo que não seja o mais saudável para as crianças).

Muito se pode falar sobre este tema: liberdade! A liberdade da mãe que nem sempre é respeitada – inclusive por outras Mulheres e Mães. Ou porque ela amamenta e o bebé já não deveria mamar, ou porque ela habitua mal a/o filha/o com tanto colo. Há sempre uma opinião formulada na mente de quem rodeia as mães.

O mesmo acontece quando se fala de Mulheres que ainda não são mães… frases como: “Ainda não és mãe? Mas daqui a pouco já és velha de mais para o ser!”; “Se eu fosse a ti dava corda aos sapatos. Não caminhas para nova!”; entre outras relíquias intemporais!

A evolução tem-nos oferecido tantas coisas boas, mas é extremamente crucial ensinarmos as crianças a aprenderem a respeitar o espaço e a forma de Ser dos outros. É importante ensinarmos-lhe, como educadores, como pais, que a liberdade começa aí!

E mais importante é percebermos – nós, os adultos – que a melhor forma de ensinarmos é através do exemplo. Dizer algo e fazer o oposto, não funciona! As crianças vão imitar o que fazemos e não que lhes aconselhamos fazer.

 

Um bem haja para todos!

Gratidão, Liliana!

 

Foto de Camilla Albano Fotografia


Sou a Liliana, mas todos me conhecem por Lili. Sou dança, sou Sol, sou música... sou riso, sou lágrimas, estações... sou o dia, sou a noite... sou um eclipse de sentimentos e sensações. Filha da Terra, Mãe d'Água de Coração! ☼