Ser mãe em tempos de elevação Grito na Lua Negra

Em tempos de grande elevação energética, sinto-me a desabrochar e em plena necessidade de mudar respeitar e valorizar. Sinto que para ser EU e cumprir o meu propósito tenho mesmo de passar por este processo. O primeiro passo está a acontecer… Sinto-o no meu âmago e já vejo reflexos em mim… sonhos, mensagens, intuição cada vez mais activa, necessidade de mudar hábitos, sobretudo de pensamento (desvalorização/ inferiorização). O resgate do meu ser ancestral, do feminino é, para mim, o meu caminho neste momento. A energia que me guia e me procura. E eu estou a aprender a ouvi-la e aceitá-la. Sou forte, capaz, bonita no meu ser, na minha passagem nesta vida terrena e na minha missão.

EU importo. EU sou amor e reflicto amor. Sou luz. Todos somos ou temos esse potencial. Esta consciencialização é muito importante para mim neste momento.

Ok… E como tudo isto afecta-me no meu papel de mãe?

Sentir-me e estar alerta para o ser mulher, o respeitar a minha intuição estão a ser fundamentais para repeitar a minha filha. Também ela menina, futura mulher, criança extremamente sensível e dócil. Tímida se se sente “invadida” pela energia dos outros mas extrovertida se se sente confortável com a energia que recebe (por norma quando sente timidez por parte do outro, sobretudo se for criança). Respeito o tempo dela, o seu espaço e necessidades. Cada vez me interessa mais o motivo por detrás de cada acção. Chegar ao âmago do seu coração e perceber quais os seus medos ou preocupações.

“É fácil ser criança”… dizem muitos! Mas não acho que seja fácil ser criança num mundo que não respeita o ser “criança”, que acha que dar colo é mimo e que é positivo deixar chorar o bebé porque ele tem de aprender a ser independente.

Dar colo é dar amor, nutrir e respeitar a díade mãe-bebé. Respeitar os seus bebés, o seu ciclo e crescimento. O ser humano tende a menosprezar estas necessidades e cataloga tudo de vício e birra. Se olharmos em nosso redor, os mamíferos andam sempre com as crias e amamentam-nas até se tornarem independentes para caçar.

Ser mãe é respeitar as necessidades do bebé e deixá-lo ser bebé. Não é fácil mas a sociedade precisa urgentemente deste resgate da nossa essência. Não tenhamos medo de escutar a nossa intuição. Ela sabe, nós sabemos, bem lá no fundo, o que é importante para os nossos filhos. Pára, dedica-lhes tempo. Eu cada vez mais tento desfrutar das brincadeiras com a minha filha. E o amor que sinto… permito-me recebê-lo. E quero mais!!! Dou amor e recebo a sua luz tão pura. Isto é ser feliz , com muita vontade e convicção à mistura. Basta abrir o coração para o amor entrar! Resgata o teu ser, a tua essência, o teu sagrado.

” – Olá papá! Olá mamã! Como estás?”

– Bem obrigada e tu?

– Olá papá! Olá mamã! Como estás?”

– Bem obrigada e tu?

– Olá papá! Olá mamã! Como estás?”

– Bem obrigada e tu?

…”

Respondo vezes sem conta ao diálogo que inicias. Porque te escuto e valorizo. Comunicamos.

 

«Enquanto cozinhava ela foi para a varanda e disse:

– Cá fora é lindo! Anda dançar mamã!

E eu larguei tudo e dancei.»

 

Eu mereço esta conexão comigo e com ela! Tu também! Coloca as culpas de lado e escuta-te… Reconecta-te contigo e trilha esse caminho de autodescoberta e respeito pelo sagrado feminino, por ti, pelo teu filho.

Gratidão

 

Fotografia por Filipe Raimundo


Cátia é mãe, mãe d´água de coração! Adora o conhecimento acerca do funcionamento do corpo humano, desenhar e brincar com a sua princesa. A Cátia é AO, terapeuta de Shiatsu e de Chi Kung, Naturopata e amante das medicinas complementares. Ela defende que devemos aprender a conhecer o nosso corpo e viver em harmonia com ele e com a natureza.