Joana Martins

joana-martinsSou a Joana.

Tenho o “ raio do bicho carpinteiro” e não consigo parar quieta. As viagens são uma das minhas paixões e hoje, sempre que posso, viajo pelo nosso lindo Portugal, em busca de mais saberes, de mais tradições, de mais histórias, de mais paisagens. Ultimamente tenho-me dedicado a uma área que considero uma arte: a arte de nos amarmos a nós próprios e, em consequência, a quem nos rodeia. Falo da arte de cozinhar, com o mínimo de sofrimento animal. É nela que procuro – de uma forma holística, integrada, de várias linhas inspiradoras – reunir o melhor de todos os mundos, e partilhar esse conhecimento com quem se interessa em amar-se mais, e cuidar mais deste nosso planeta. Posso dizer que sou cozinheira e em consequência uma curandeira. Cozinho para nutrir o corpo, a mente e o espírito.

Acredito que a Lei do Universo é o Amor Incondicional, e tento sempre que posso agir segundo esse princípio. Atraem-me todos os temas que estejam relacionados com este “Amor à Terra”. Da agricultura, ao parto natural, com as medicinas alternativas, a construcção sustentável, as artes e ofícios, a astrologia… no fundo o resgate de toda a nossa sabedoria ancestral… todas as ferramentas que me permitem ser mais consciente, mais humana, mais Una com este lindo lugar em que habitamos.

Juntei-me às Mães d’ Água por acreditar no princípio que defendem, introduzindo uma forma de parto natural humanizado – na água – como opção viável para todas no nosso sistema hospitalar público. Quero ser uma mãe biológica e preocupa-me a falta de opções humanas ao colocar os meus filhos neste mundo. Sinto que, se melhoramos as condições do nascimento estamos em consequência a mudar a consciência da Humanidade.

A minha vida ensinou-me que um dos momentos mais importantes da vida é o do nosso nascimento. Hoje sei que também ele é um canal de cura, de limpeza, de transformação, de criação. É também neste movimento que visiono a concretização do que é sermos realmente humanos – através do parto, através do resgate da Sabedoria Feminina e Masculina.

É nesta “luta” amorosa que sinto haver oportunidade para nos libertarmos das velhas crenças, e acreditarmos que somos perfeitamente capazes de confiar no corpo que temos.

É nesta “luta” amorosa que saberemos identificar os nossos limites e o nosso espaço.

É neste movimento “viral” que também vamos mudar os paradigmas de como nos vemos enquanto sociedade, enquanto sistema, enquanto rede.

É nesta “luta” amorosa que também termina a competição entre mulheres, e voltamos a ser Unas, Únicas, Livres e Cooperantes.

É neste círculo de Mães e de Água, de Ideias e de Criações, de Inspirações e Concretizações, de Fé e de Lutas, que voltamos ao lugar de onde viemos, que voltamos ao Útero Interno desta Grande Mãe – Terra.

O mundo em que vivemos é nada mais que o reflexo da nossa consciência.

Sei que sempre fui e voltarei a ser uma Mãe de Água, nesta vida, com esperança que todo o mundo crie um outro mundo melhor. Um lugar com cheiro a mar e repleto de amor.

Grata.

Joana