Entrevista com Joana Rita Entrevista

Era uma vez…

Uma menina que queria contar histórias.

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À volta dela o mundo rodava, mas dentro do seu corpo as histórias mexiam-se, irrequietas, e saiam dela! Saiam pelas mãos, pelos olhos, pelos pés que não paravam de querer dançar.

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A menina crescia.

E quanto mais crescia mais retalhos recolhia.

Para ela tudo era mágico e muito necessário para a vida de todos os que habitavam lá dentro, no coração dela.

As pessoas perguntavam: “para quê tantos trabalhos, tantos riscos e retalhos!?”

Ela respondia:

“Para contar…”

“Logo mais conto-te um conto, feito de música e de cores. Vais gostar!”

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Acredita, vais gostar de conhecer a Joana Rita!

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A Joana é uma jovem ilustradora e uma aficcionada em literatura infantil.

Vive a vida de uma forma itinerante! Mostrando os seus trabalhos da maneira mais variada que podes imaginar!
Entra nesta aventura de contos e deixa-te fascinar, descobrindo mais sobre esta artista.

 

C – Quem é a Joana Rita? Fala-me de ti.
JR – Quem é a Joana Rita?

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C – Sim, o que te apaixona?

JR – Vou falar de… histórias! O que me paixona mais são histórias! Eu procuro várias linguagens para contar essas histórias, várias forma de narrativizar.
Fiz formação académica nesse sentido, mestrado em ilustração, formação complementar em narração oral…

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C – Ai que giro!
JR – Fiz alguma formação em dança. Tenho vindo a procurar trabalhar com cruzamentos artísticos. Comecei por ilustrar as histórias que escritores escreviam e depois comecei também a escrever as minhas. Contava as histórias que os outros escreviam, como contadora de histórias, e procurava, nesse contar, trabalhar com o corpo, com a música, com gestos, movimento… com a ilustração – transporta para a tridimensionalidade. E é uma área que estou sempre a explorar.

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C – Ao trabalhares com tantas vertentes em conjunto tens um mundo imenso para explorar! Tens algum projecto específico para crianças?
JR – Tenho. Um projecto que começou por ser a minha tese de mestrado e que acabou por ser implementado. Chama-se “Histórias aos retalhos”. Tem sido itinerante. Andar a contar as histórias, desenvolver serviço educativo a partir das histórias; desenvolver oficinas com as crianças. De momento, estou a preparar o projecto para sair em livro ilustrado.

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C – Profissionalmente, neste momento, estás a desenvolver mais alguma actividade?

JR – Sim, sim. Trabalho como “freelancer”, como trabalhadora independente, com diferentes escritores, diferentes editoras e, também, com outras entidades que estejam ligadas à função da leitura e das artes.

 

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C – Gosto! Muito multidisciplinar!
JR – É isso!
Vou trabalhando com diferentes associações, faço imagens para cartazes, por exemplo. Paralelamente, desenvolvo oficinas para crianças, oficinas de ilustração, de expressão plástica, tentando, como já referi, abranger várias áreas.

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C- Muito bem. E o projecto Mães d’água, como surgiu?
JR – Hummm. Por acaso já tinha conhecido a Mariana noutros contextos, porque estive, também, ligada à música.

C – A Mariana Falcato Simões?
JR – Sim, a Mariana Falcato Simões, exactamente. Eu conheci-a numa altura em que estava a desenvolver um projecto musical e tinha ido actuar. Desenvolvemos uma amizade. Ela conheceu, desta forma, o meu trabalho como ilustradora e, mais tarde, falou-me do projecto e convidou-me. Perguntou-me se estava interessada em criar uma imagem para o movimento Mães d´Água – Pelo Parto na Água em Portugal. Eu fiquei super entusiasmada, por ser uma causa que a mim também me motiva e com a qual me identifico.

C – Que bom Joana! Diz-me… Como te inspiraste para a criação do nosso logotipo? Como surgiu a ideia?

JR – A mim interessava-me, sobretudo, trabalhar o conceito da água. E foi a pensar no útero materno como um local líquido e aconchegante que surgiu o bebé com o azul e com elementos que comunicam o elemento água.

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C – Então a escolha das cores também teve razão de ser…
JR – Sim, sem dúvida, Cátia. Queria criar uma imagem bonita, que transmitisse o bem-estar do bebé e a importância do nascimento dele na água. A sua passagem pela água.

C – Foi difícil chegares ao resultado final? Ou tiveste, desde o início do processo criativo, a ideia fixa do que pretendias?
JR – A ideia da água estava presente, sempre achei fundamental para a ideia que vocês querem transmitir. Tive outros votos onde tinha mais elementos presentes: a figura paterna e materna mas, depois, acabei por os “limpar” e sintetizar a ideia ao máximo. Até porque a ilustração teria de funcionar em logotipo. Pretendia que fosse uma imagem simples e que, ao mesmo tempo, transmitisse a ideia rapidamente.

C – Compreendo. Se a imagem tivesse muita cor e muitos elementos seria demasiada informação e confusa.
JR – Exacto. Para o logotipo quer-se uma imagem que sintetize, não é? Que sintetize o conceito. Neste caso ter presente a ideia da água, ter presente a ideia do bem-estar e aconchego. E, por isso, a imagem foi “limpa” até conseguir transmitir a ideia.
Na altura enviei outros esboços à Mariana.

C – E decidiram-se, então, por este! E está muito giro! Penso que capta mesmo a essência do nosso movimento.
JR – Obrigada! Então, objectivo cumprido! Ainda bem.

C – Agora, uma questão mais pessoal. Como mulher, qual a tua opinião sobre parto na água? Não sei se já és mãe, se é algo em que pensas.
JR – Ainda não sou mãe mas, se passar por essa experiência gostava de puder escolher ter um parto na água.

C – Então ainda vamos ter a Joana Rita como activista no movimento (sorriso).
JR – Como disse, ainda não sou mãe mas, sou apoiante da causa. Deixo em aberto a possibilidade de me vir a tornar activista no movimento.

C – Onde podemos encontrar a Joana Rita?
JR – O meu site ainda está em construção. Neste momento, a forma mais rápida e fácil é através do Facebook. Lá podem encontrar os meus projectos e eventos, ou no meu blog

O meu projecto “Histórias aos Retalhos” também tem página no Facebook

E termina, por agora, a história da nossa querida contadora de histórias, cheia de criatividade, imaginação e arte nas suas ideias e acções. Gratas nos sentimos pelo doce trabalho que fez connosco. Convido-vos a olharem a imagem do logotipo e a sentirem-se abraçadas pela brisa do mar e pelo toque terno e sincero do abraço de um bebé.

~ CÁTIA BRANDÃO


Cátia é mãe, mãe d´água de coração! Adora o conhecimento acerca do funcionamento do corpo humano, desenhar e brincar com a sua princesa. A Cátia é AO, terapeuta de Shiatsu e de Chi Kung, Naturopata e amante das medicinas complementares. Ela defende que devemos aprender a conhecer o nosso corpo e viver em harmonia com ele e com a natureza.